ATENDIMENTO: adolescentes a partir de 11 anos, adultos e idosos.

Transtornos mentais são condições de sofrimento psíquico que tem uma causa genética, mas que são deflagrados pelo ambiente. Quando algo trágico, estresse ambiental, a insatisfação, se tornam crônicos o indivíduo adoece psiquicamente e/ou fisicamente. Na verdade é uma oportunidade – um alerta vermelho para a urgência de mudança na vida dessa pessoa. Nada adoece e mata mais do que a infelicidade! E a infelicidade é fruto de estarmos vivendo em desacordo com o que verdadeiramente valorizamos e desejamos.

Entendo que nem toda condição psíquica ou transtorno psiquiátrico tem um tratamento único. É preciso dar voz ao sujeito que sofre. Assim a medicação não é a melhor opção para todos, assim como, a psicanálise não é um instrumento para qualquer pessoa. Cada caso merece ser bem estudado para oferecermos a melhor conduta.

Minha primeira avaliação trata-se de sugerir o melhor tratamento para aquele que procura ajuda: se medicamentoso, psicanalítico ou ambos. Digo sugerir, pois entendo que na maioria das situações o paciente depois de esclarecido tem capacidade de fazer a sua escolha e esta deve ser respeitada.

A medicação tende ser mais rápida e não é necessariamente só indicada para o paciente mais grave. Às vezes trata-se uma questão de urgência. Exemplo: um comissário de bordo que passa a ter pânico. Em linhas gerais, remédios tratam o sintoma e não a causa psíquica daquele sujeito ter desestabilizado. Já a psicanálise trabalha com aspectos profundos da personalidade e trabalha mais em longo prazo, porém, definitivamente, atingindo a raiz do sintoma.

Houve tempos em que psiquiatras e psicanalistas defendiam uma ou outra abordagem como melhor. Atualmente, os profissionais atualizados indicam uns aos outros. Psiquiatras mandam seus pacientes para fazerem psicanálise e vice-versa. Infelizmente, ainda apenas um pequeno grupo de profissionais tende a trabalhar as duas abordagens. As vantagens maiores do psiquiatra-psicanalista é a de criar um vínculo terapêutico mais forte com o paciente e poder avaliar com mais frequência o esquema medicamentoso. Vantagens adicionais são economizar tempo e ser menos oneroso o tratamento.